Se hoje nos é possível percorrer longas distâncias em curto espaço de tempo ou produzir diversos equipamentos tecnológicos que facilitam nossas vidas, em grande medida isso se deve aos derivados do petróleo. Juntos eles representam 55% do consumo mundial de energia. Mas a disponibilidade destes materiais deve ser menor nas próximas décadas e a sua complexidade de extração maior. A estes problemas podemos somar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera causadas pelo uso destes combustíveis.

O processo econômico de conversão de biomassa em álcool continua progredindo de maneira positiva. Entretanto, embora tenha havido uma redução no custo das enzimas e nos processos apropriados, ainda resta um caminho a percorrer. Alguns obstáculos ainda precisam ser superados para o desenvolvimento completo de um processo comercial e, até o momento, a biomassa foi convertida em álcool em apenas algumas fábricas-piloto. Entretanto, isto pode vir a ser o início modesto de uma nova e enorme diversificação do setor, que poderá crescer a níveis muito mais altos do que a atual primeira geração da indústria de álcool combustível.

A expressão “primeira geração” é usada em referência à conversão de produtos agrícolas de açúcar e cereais ricos em amido, como, por exemplo, o milho. “Segunda geração” se refere à conversão de lignocelulose, geralmente conhecida como biomassa – um substrato abundante encontrado em todo o mundo. O alto custo das enzimas para a conversão de lignocelulose em açúcares era visto no passado como um dos principais obstáculos à comercialização, mas os custos foram reduzidos. “O custo das enzimas já não é mais o obstáculo econômico predominante na produção de álcool a partir da biomassa”, comenta Joel Cherry, diretor de biotecnologia/bioenergia, líder do projeto de pesquisa de biomassa do centro de pesquisa da empresa americana Novozymes de Davis, Califórnia.

A coleta de matérias-primas representa um desafio logístico. A palha de milho, objeto da maioria das pesquisas nos EUA e China, geralmente não é coletada e é deixada nos campos para se decompor, o que torna necessário o estabelecimento de sistemas de coleta. É por isso que os testes com biomassa são muitas vezes realizados usando-se resíduos ou sub-produtos da primeira geração das fábricas de álcool. Os restos de fibra de milho resultantes do processamento de amido de milho e o bagaço deixado pelo processamento de cana de açúcar são exemplos de matérias-primas lignocelulósicas que se encontram prontas e disponíveis para a conversão. Fragmentos e aparas de madeira podem também ser usados.

A biomassa fornece uma matéria-prima renovável para a produção de biocombustível como alternativa à gasolina. Com o aumento do preço do petróleo e as fortes iniciativas governamentais, a produção de álcool a partir de biomassa está se tornando, passo a passo, mais viável. Com a crescente conscientização do aquecimento do planeta, os biocombustíveis poderão ter um futuro muito promissor. Em conseqüência de fatores políticos, econômicos e ambientais em favor de biocombustíveis, existe agora uma forte determinação em alguns países para desenvolver a conversão de biomassa em álcool.

Fontes: http://www.bioetanol.org.br

http://www.biotimes.com