Por  Leonardo Veloso *

Estudos têm mostrado que as mudanças climáticas são provocadas pelo lançamento excessivo de gases de efeito estufa na atmosfera, sobretudo o dióxido de carbono (CO2), gerado principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural. A derrubada das florestas tropicais também é um grave problema, sendo a segunda maior fonte de emissões de gases de efeito estufa.

Os últimos 200 anos foram marcados pela aceleração das mudanças climáticas. A partir da Revolução Industrial, a contribuição das atividades antrópicas no processo de aquecimento global tornou-se cada vez mais significativa. Embora as mudanças climáticas sejam estudadas por cientistas há muito tempo, foi em 1988 que a Organização das Nações Unidas decidiu formar, como resultado da percepção de que a ação humana poderia estar exercendo uma forte influência sobre o clima do planeta, o Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O órgão é composto por delegações científicas de 130 governos para prover avaliações regulares sobre as mudanças climáticas.

Em 1992, o problema recebeu novo status dentro da agenda política mundial, com a criação da Convenção do Clima durante a Conferência das Nações Unidas para o Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro (Rio92). O objetivo da Rio 92 era criar um debate mais abrangente sobre o meio ambiente. Mas ainda assim, as mudanças climáticas estiveram sob foco.

Pela primeira vez houve um reconhecimento político e público – resultado de um processo iniciado em 1988 com a criação do IPCC – de que o aquecimento do planeta, que vinha sendo registrado pelos cientistas, podia ser resultado de emissões exageradas de gases de efeito estufa (GEE) realizadas pelas atividades humanas.

Em 2007, os 2.500 cientistas do IPCC lançaram o quarto relatório de avaliação do painel, que se tornou um dos trabalhos mais citados em todo o mundo nas discussões sobre mudança climática. Nele classificam como “inequívoca” a responsabilidade do homem sobre as alterações climáticas e apontam para um aumento médio da temperatura global da ordem de 3 graus Celsius até 2100.

Para frear os impactos dessa nova realidade climática, o mundo terá que gastar 1% do seu PIB (Produto Interno Bruto) aponta o Relatório Stern, estudo sobre os custos econômicos das mudanças climáticas encomendado pelo governo britânico ao economista Nicholas Stern. O trabalho também Conclui que o custo da inação pode chegar a 20% do PIB mundial.

Assim, em meio a estudos científicos, diferentes posições políticas e vigilância da sociedade civil, resta agora aceitar a responsabilidade humana e o desafio de avançar nas negociações em busca de soluções em um contexto global.

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Colocando o cursor do mouse sobre cada país, além de indicar quantos nascem e morrem no mundo a cada instante, indica a população de cada país e as emissões de CO2.

*MBA em Gerência de Projetos- PMI, Mestre em Ciências pela USP, graduado em Ciências Biológicas pela UnB. Professor da UFES nas disciplinas Planejamento e Gestão Ambiental, Auditoria Ambiental e Sistemas de Reciclagem. Sócio proprietário da Ápice Projetos e Gestão. Consultor / auditor do IEMA /ES N° 40173534.