Por Caio Martins e Diana Pádua

As sacolas oxidegradáveis vêm sendo adotadas como uma alternativa às sacolas de plástico em muitos lugares. Porém, não se engane: elas são tão (ou mais) prejudiciais ao meio-ambiente quanto o plástico!

O Dr. Joseph Greene (especialista em questão sobre resíduos plásticos) diz que “os (materiais) que podem causar mais problemas ambientais são os oxidegradáveis e que se fragmentam mas não se biodegradam”. Os oxidegradáveis ficam em pequenos pedaços, mas não somem, o que dificulta mais ainda a coleta deste material e facilita a disseminação das substâncias tóxicas, como o cobalto, para o solo.

O que se faz para tornar uma sacola oxidegradável é aumentar a oxigenação e cortar o material em pequenos pedaços. Assim, parece que o material desaparece, mas é pior ainda, pois se espalha com mais facilidade, continua sendo plástico e entra na cadeia alimentar. Os peixes e tartarugas, por exemplo, podem ingerir estes plásticos/resíduos e morrerem. Caso sobrevivam, no caso dos peixes, eles são pescados e comidos, trazendo junto o que comeram também.

E o que pode ser feito? Uma solução que alguns estados dos EUA adotaram foi a proibição da venda de sacolas oxidegradáveis. Supermercados, universidades, escritórios e outros não usam mais este tipo de material. O que muita gente tá fazendo também é guardar as sacolas plásticas e utilizá-las o máximo possível, normalmente em outras compras.

Enquanto isso, que tal usarmos sacolas retornáveis? Tem várias opções e ainda dá pra fazer em casa!

Leia a entrevista com o Dr. Greene na íntegra.

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