Por Natalia Goldring

Energia Limpa

O clima da 15ª Conferência das Partes (COP15), que será realizada de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, será quente. Isso porque o foco das discussões deste ano é Energia e, na maioria dos países, a energia elétrica ainda é originária da queima de combustíveis fósseis. Com a queima desses combustíveis são produzidos gases responsáveis pelo efeito estufa, como o gás carbônico e materiais pesados, como o mercúrio.

Além disso, o combustível fóssel é composto de matéria orgânica por um processo que leva milhares de anos e por esse motivo não são renováveis. Isso faz com que a dependencia energética seja um problema quando esses recursos acabarem.

Se os países não reduzirem seus níveis de emissões de carbono, as mudanças climáticas vão se agravar, causando um enorme número de eventos extremos alterando diretamente o ciclo e intensidade das chuvas. Devemos nos lembrar que dependemos do volume dos rios para a geração de energia, e uma alteração dessas poderia levar a um apagão (efeito que nós brasileiros conhecemos bem).

As energias renováveis, conhecidas como energias alternativas, estão ganhando espaço nas pesquisas mundiais, inclusive no Brasil. Segundo o representante do Greenpeace, João Talochi em entrevista ao Planeta Sustentável, o governo também pode criar tarifas que permitam que o investimento em energia solar traga retorno para quem o faz. “Na Alemanha ou na Espanha, por exemplo, quando as residências não estão consumindo a energia gerada pelas placas solares, ela retorna para o sistema público de energia e o proprietário ganha por isso”, diz.

Um estudo realizado por uma equipe de especialistas da Unicamp e apresentado pela WWF-Brasil, prevê a economia de 33 bilhões para consumidores, diminuição no desperdício de energia de até 38%, geração de 8 milhões de empregos e estabilização nos gases causadores do efeito estufa se o cenário Elétrico Sustentável for aplicado até 2020.

Os 11 dias da COP-15 deverão entrar para história, afinal esta é a última chance para tentarmos salvar o planeta do aquecimento global. Quando os 192 membros da Convenção – Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas chegarem à Copenhague em dezembro, eles terão uma responsabilidade que envolve o futuro de todo mundo: firmar um acordo convincente (ecológica e economicamente) capaz de reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa.